Aprendendo a ser mãe

O período da gestação é rico em desejos, alegrias, frustrações, tristezas, ansiedade, e todos os sentimentos possíveis de serem enumerados. Tudo isso por uma mudança biológica intensa que deixo para os profissionais da medicina e obstetrícia explicarem com maior riqueza e, é claro, por mudanças emocionais.

Diante disso, existem muitas expectativas da mãe em relação ao bebê, aparentemente. “Essa identidade, que para diversos autores, é moldada a partir do nascimento, na verdade parece, na contemporaneidade, ser moldada desde a gestação, não só em relação ao desejo e expectativas dos pais quanto ao sexo do bebê, mas também porque os avanços da tecnologia já permitem saber o sexo do feto, (…) nascendo-se já no papel de gênero de filho homem ou filha mulher”. Capítulo escrito por Vitória Pamplona, psicóloga e psicodramatista, exerce trabalhos com gestantes há mais de 30 anos, extraído do livro O palco da espontaneidade, organizado por Maria Cecília Baptista.

Quero destacar que, se o bebê já possui expectativas depositadas sobre ele antes mesmo do nascimento, e as expectativas sobre a mãe que a partir de um sinal de positivo, já se recebe um título que nem sempre sabe exercitá-lo? Vejo no consultório que isso acaba consumindo muitas energias da mãe que precisa focar, também, em sua saúde nutricional, física, das relações e psíquicas, que chamo, também, de emocional.

No despertar da gravidez, especialmente quando se tem o primeiro filho (para as mamães pela segunda vez isso também acontece, porém com uma intensidade menor), há o desafio de criar e desenvolver um novo papel, o de mãe. Para Jacob Levy Moreno, médico e criador do psicodrama, em seu livro Quem sobreviverá?, ele diz que: “Todo papel é uma fusão de elementos privados e coletivos… Um papel compõe-se de duas partes: o seu denominador coletivo e o seu diferencial individual. Pode ser útil distinguir entre adoção de papéis (role taking), (…) a representação de papéis (role playing) (…) e criação de papéis (role criating) (…).”

Diante disso, há um processo em que a mãe passa por aceitar um papel, experimentar e ser espontânea e criativa ao desempenhar a maternidade. Como o que é novo pode gerar insegurança e, muitas vezes, é necessária informação para se empoderar do papel que precisa desempenhar, uma #mãedeatitude precisa ter consciência deste movimento interno que acontece durante a gestação e exercitar comportamentos que tragam benefícios para ela, o bebê e seu companheiro. Dessa forma, pratique #atitudemocional:

  1. Role taking (aceitar e adotar o papel de mãe): pergunte-se o que te fez ser mãe e o que te trará de positivo?
  2. Role playing (exercitar o papel de mãe): comece a enxergar possibilidades de cuidar do seu bebê, mesmo durante a gestação, tomando cuidados com o que você ingere, pensa, sente, escuta, canalizando suas energias para bem estar e equilíbrio.
  3. Role criating (criar o seu papel de mãe): reflita durante a gestação sobre no que você quer ser diferente como mãe e o que vai fazer para conseguir.

Dessa forma, você exercitará todo o processo de adaptar-se ao novo papel e conseguirá exercitar aos poucos o que é ser uma Mãe de Atitude! Controle, entenda as razões e evite os seus sentimentos de medo, angustia, insegurança e se precisar de ajuda para seu equilíbrio e controle emocional, nos procure, pois sabemos como te auxiliar e oferecer técnicas para que você aprenda e pratique o papel da maternidade.

Com carinho,
Zora Viana
Psicóloga, CRP 06/113561
Coach e psicodramatista
zoraviana@atitudemocional.com
www.facebook.com/atitudemocional

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