Como lidar com os conflitos da maternidade?

como_lidar_conflito_maternidadeCerta vez, um viúvo chamado Rafael visitava o túmulo de sua esposa no domingo de Páscoa, pois sentia, naturalmente, muita falta dela. Enquanto estava pensativo, lembrando de seus momentos bons ao lado da esposa amada, percebeu, ao lado, um outro homem, chamado Gustavo, que chegou próximo a outro túmulo e montou uma mesa de jantar, com tudo que tinha direito: pratos, talheres, uma comida especial, vinho tinto e duas taças. Rafael ficou abismado com aquela cena, porque, afinal, esse homem montava uma mesa de jantar em um cemitério!? Inconformado, Rafael foi até Gustavo, pediu licença e perguntou: Por que você montou uma mesa de jantar aqui? E então, Gustavo, tranquilamente respondeu: É para minha esposa que faleceu.” Rafael encabulado com aquela situação, não conseguia compreender aquela cena e disse: “Mas, independente da sua crença, sua esposa não voltará para jantar, certo?” Então, Gustavo um pouco surpreso, contra argumentou: “Ela voltará no mesmo momento em que a sua esposa voltar para sentir o perfume das flores que você deixou.”

Decidi compartilhar essa pequena história com vocês, para promover a reflexão do quanto estamos enraizados em nossas crenças e modelos mentais que perdemos o contato com a forma de pensar do outro. Vejo isso acontecendo com muita frequência na vida das mamães grávidas e as que já tem seus filhos crescendo. O que nos faz querer impor o que, como e a forma com que pensamos sobre o outro? Será a necessidade de ter a verdade absoluta? Será a ambição de saber o que se deve fazer? Ou será o medo de estar errado? Ou a preocupação excessiva? A grande questão é que não existe certo e errado quando falamos de maternidade e aceitar isso parece ser cada vez mais difícil nos dias de hoje. Educar, cuidar e tratar os filhos é uma atividade única e as reações das crianças e das mães são individuais, que precisam ser respeitadas.

Nessa ansiedade pelo certo e errado vamos deixando cada vez mais de lado nossos sentimentos e nossas emoções. Quando foi a última vez que você deu uma boa gargalhada? Ou chorou muito de tristeza? As emoções em seu nível extremo também são necessárias, pois nos permitem sentir vivos. O que não é considerado saudável é permanecer longos períodos no mesmo estado. Por isso, como sei e vejo no consultório que a maternidade é um momento em que há uma turbulência de emoções, quero propor que você escolha um sentimento que gostaria de reviver dentro de você (pode ser mais que um, apenas escolha!). Assim que tiver o sentimento determinado, pratique #atitudemocional:

  1. Lembre-se de um momento em que se sentiu dessa forma (antes da maternidade).
  2. Observe como você se comportou.
  3. Perceba como eram as pessoas próximas à você e como se comportavam.
  4. Compare com suas condições atuais: comportamento e companhias.
  5. O que você fazia e deixou de praticar? Ou o que você não fez e acredita que poderia ter feito?
  6. Trace seu objetivo de comportamento: o que fará para reviver seu sentimento?

Parece complexo e realmente é um pouquinho. Com um pouco de dedicação e empenho para obter seu equilíbrio emocional, este exercício te ajudará a exercitar sua percepção sobre como se sente, buscar referências no passado que te ajudem e, especialmente, criar novas estratégias para lidar com seus conflitos atuais. As respostas para seus conflitos estão dentro de você, acredite, pratique e no que precisar, conte comigo!

Com carinho,
Zora Viana
Psicóloga, CRP 06/113561
Coach e psicodramatista
zoraviana@atitudemocional.com

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