A diferença entre os casais

Se dermos uma rápida olhada a nossa volta percebemos que aqueles que nos rodeiam são diferentes de nós, por mais que sejamos da mesma espécie. Olhando com mais atenção os comportamentos, hábitos, formas de lidar com determinadas situações, entre outros, percebemos como as diferenças estão presentes.
Sobre as diferenças em um casal podemos citar algumas situações muito comuns:
1ª. Os parceiros, ou um deles, se encanta pela diferença que vê no outro. Depois de um tempo de convivência essa diferença apaixonante começa a ficar irritante, começam as brigas.
2ª. Os parceiros percebem logo as diferenças entre eles, ficam incomodados, surgem os desentendimentos.
3ª. O casal tem muita afinidade, após algum tempo de relação resolvem casar, um dos parceiros “muda” e o outro não gosta, os conflitos tomam conta da relação.
As situações citadas são as que aparecem com mais frequência no consultório, se você está em uma dessas situações sinto lhe informar que não tem uma fórmula mágica pronta. A melhor solução para você precisa levar em consideração, minimamente, alguns fatores: status da relação (ficante, namoro, amizade, sexo casual, noivado, casamento); como você se sente em relação a essa pessoa, você quer ficar com ela para ter algo mais sério ou sendo sério é na companhia dela que você quer envelhecer; qual é o preço de permanecer nessa relação, você precisa passar por cima do que lhe é caro (p.ex. valores, brigar com a família inteira, abrir mão da sua vida estabelecida) ou você precisa mudar um pouco como encara certas coisas; qual é o preço de sair dessa relação, o que te prende nela é o sentimento pelo parceiro(a) ou medo do que você pode perder (companhia, afeto, estabilidade financeira, convivência com filhos, status social).
Após refletir sobre isso provavelmente você vai perceber que mudanças precisam ser feitas, você pode começar tentando olhar de outra forma para o que te incomoda, não estou dizendo para amenizar ou esquecer, se é incomodo não vai dar para esquecer, mas tentar ver por outro ângulo. O que pode ajudar é conversar com o parceiro, sempre é bom, mas estou falando em dialogar: não brigar ou acusar, tente se colocar no lugar dele e peça para ele fazer o mesmo. Se está difícil procure ajuda profissional seja para um terapia individual ou de casal, não há problema ou vergonha em buscar ajuda pois relacionar-se é difícil mesmo, exige esforço e dedicação.
Muita coisa está em jogo quando o assunto é relacionamento amoroso, citei apenas alguns fatores, mas quando duas pessoas se relacionam, ou melhor se escolhem, tem muito mais aspectos envolvidos do que apenas amor. Não estou desmerecendo o amor, até porque ele é importantíssimo tanto o amor próprio, como o amor em relação ao outro, mas não é só o amor que te faz escolher determinado parceiro(a). Pense nisso!

Daniela André Martins
Psicóloga, CRP 06/112637
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