Os três comportamentos que geram vitimização

Nas nossas palestras para pacientes com câncer, o ESPERA, percebemos basicamente três tipos de comportamentos que podem gerar a mentalidade de vitimização. O mais engraçado, é que quanto mais ouço essas mulheres, mais percebo que também era um padrão meu durante o tratamento e até mesmo depois. Por isso a importância de identificarmos esses comportamentos e sentimentos relacionados a eles, pois só podemos mudar o que conhecemos, não é?

O primeiro deles é a baixa autoestima. Nós desejamos, naturalmente, obter tudo aquilo que “merecemos”. Mas provavelmente de uma forma muito sutil, nossas emoções nos dizem o contrário. Sentimos que não merecemos o que desejamos. A autoestima fica diminuída devido a um conflito interno que se traduz numa luta entre aquilo que  desejamos e aquilo que julgamos nunca vir a conseguir ou a merecer.

Depois, temos o comportamento de co-dependência. Se no seu dia-a-dia, você foi criando o hábito de depender das outras pessoas para a resolução dos seus problemas ou para atingir os seus objetivos, provavelmente você deixou de desenvolver competências para conduzir a sua própria vida.

E por fim, o terceiro comportamento é estabelecer um padrão de pensamentos negativos. Todos, temos dentro de nós, uma fonte de bem-estar ininterrupta. Portanto, não existe um fonte de doença. Existe sim, uma resistência, na maioria das vezes, inconsciente, à fonte de bem-estar. Por que ficamos tão esgotados quando estabelecemos um padrão negativo de pensamento? Simplesmente porque estamos indo contra a maré. E remar contra, cansa!

E como virar a chave?

Uma forma eficiente de mudar a visão de um problema é simplesmente mudar aquilo a que você dá atenção. Ao invés se concentrar no problema, entre em ação. Ao invés de se perguntar, “porque estou com este problema?”, “o que há de errado comigo?”, “o que fiz eu para merecer isto?”, tente mudar a pergunta: “porque razão continuo a fazer, pensar e a prestar atenção ao que me coloca para baixo e que não é útil? Que outras coisas poderia pensar, ou focar para alterar a situação em que me encontro?” Faça sempre perguntas iniciadas por COMO ou O QUE, porque elas geram AÇÃO.

Claro, que no caso de um tratamento oncológico, você não pode mudar algumas circunstâncias, mas pode desviar a sua atenção permanente do tratamento e dos efeitos dele.

Não existe uma receita de bolo. Quando falamos em desenvolvimento humano, oferecemos ferramentas para que as pessoas possam enxergar os comportamentos e/ou emoções e modificá-los. Essas mudanças não são do dia para a noite, são exercícios diários. Um dia você cai, no outro levanta, esse é o trabalho de formiguinha que tem que ser realizado.

Lembrem-se que somos criadores da nossa realidade, através foco que damos para os nossos pensamentos. Você está permitindo ou resistindo à fonte natural de bem-estar que existe dentro de você? 

Déborah Aquino

Positive Coach e Escritora do livro Num Piscar de Olhos

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