E O PENSAMENTO INTRUSO DURANTE A MEDITAÇÃO? O QUE FAZER COM ELE?

Muitas pessoas reclamam da falta de concentração para meditar. Já ouvi dizer que aparecem os mais variados tipos de pensamento, nas mais variadas velocidades e muitas inquietações.

Essa dificuldade de autodomínio é comum durante a prática meditativa. Os pensamentos que surgem, normalmente estão relacionados à vida cotidiana, ao que realizamos ou vamos ainda realizar. Sensações de ansiedade, frio, sonolência, calor, também são normais. A verdade é que, quando nos aquietamos pelo relaxamento, o corpo, acostumado ao “barulho”, parece reclamar, respondendo dessa forma.

E o que devo fazer quando isso acontece?

Com relação aos pensamentos intrusos ao objetivo da meditação, devemos evitar lutar contra eles ou mesmo negá-los, pois se assim o fizermos, eles ganharão mais força. Devemos apenas observá-los e voltar ao objetivo da meditação.

Existe uma história que ilustra bem isso:

Certa vez, um grande mestre oriental foi procurado por um de seus discípulos, que lhe confidenciou ter dificuldade em meditar, pois todas as vezes que se colocava em meditação, surgiam dezenas de pensamentos que lhe desviavam a atenção do objetivo dela. Eram pensamentos de todos os tipos, menos o que ele desejava. O mestre lhe respondeu que não havia problema algum em se pensar em outras coisas, exceto em macacos. O discípulo estranhou a recomendação: Posso pensar em tudo menos em macacos. Isso está muito estranho. Mas como ele sabia que seu mestre era muito sábio, foi-se então, e começou a praticar a sua orientação.

Quinze dias depois, o discípulo volta a conversar com o mestre, dizendo não ter jeito para meditar, pois durante os quinze dias, toda vez que ia meditar, lembrava-se da orientação do mestre – não pensar em macacos, mas insistentemente, só pensava em macacos.

Então o mestre lhe disse:

-Aprendeu a lição?

– Que lição? Não entendi.

– Todas as vezes que nos dispusermos a lutar contra um pensamento, a proibi-lo e negá-lo, ele se tornará mais forte e insistente. Para nos libertarmos dos pensamentos inquietantes, é necessário dominá-los de uma forma suave, observando seu fluxo, permitindo que ele se expresse, voltando ao pensamento que desejamos. Só assim conseguiremos adequar nossa mente aos objetivos da meditação.

A repetição da prática meditativa criará um novo condicionamento mental, de modo que a mente permanecerá firme nas metas que lhe forem apresentadas.

O segredo, então, está na repetição! Vamos tentar?

Déborah Aquino
Positive Coach e Escritora do livro Num Piscar de Olhos
Deborah@blogdadebs.com.br | 11 974430123
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