Meditação x tristeza

“Meditar regularmente pode ajudar a reduzir o stress e problemas de saúde e bem-estar associados a ele. De acordo com um estudo conduzido por pesquisadores do Instituto do Cérebro do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, oito semanas de práticas regulares de atividades de relaxamento, respiração, atenção e psicologia positiva reduziram em 35,3% os sintomas de stress, 27,84% de tristeza e preocupação e 14% de emoções como medo e irritação.

Estudo

Durante oito semanas, 70 mulheres que ocupam cargos de liderança na Natura participaram de um programa desenvolvido em parceria com a Associação Palas Athena que consistia em encontros presenciais semanais com 1h30 de duração. As participantes também foram orientadas a praticar em casa, pelo menos quatro vezes por semana, durante 15 minutos, , guiando-se por áudios recebidos.

Resultados

Os resultados, gerados a partir de questionários validados na literatura científica, mostraram que o stress, um dos grandes vilões da atualidade e uma das principais queixas das mulheres, foi reduzido em 35,3% em relação ao mês anterior à pesquisa. Também houve melhora nos sintomas psiquiátricos, geralmente associados ao stress. Sensações de tristeza e preocupação, por exemplo, diminuíram em 27,84% dos casos. Também houve 14% de redução em emoções negativas, como medo e irritação.

O desempenho das participantes com maiores níveis de stress no início do estudo também melhorou após a incorporação das práticas de meditação. Exames de ressonância magnética funcional realizados nessas mulheres verificaram uma mudança no padrão de funcionamento do cérebro antes e depois da adoção das práticas.”

A meditação, assim como qualquer outro hábito que decidimos incorporar à nossa vida, requer prática diária, então aqui vão algumas dicas que podem ser incorporadas ao seu dia-a-dia:

* Focar na respiração. A prática diária de exercícios de respiração pode ser uma forte aliada para controlar o estresse, liberar a tensão acumulada e melhorar sua qualidade de vida.Respiração 1-2-3-4: Sente-se confortavelmente, feche os olhos e coloque atenção na sua respiração. Faça uma respiração profunda contando 1, com o pulmão cheio de ar conte 2, faça uma expiração lenta contando 3 e com o pulmão vazio conte 4. Repita esta sequência por 10 vezes e várias vezes ao longo do dia.

* Praticar a bondade ou gentileza amorosa: procurar lembrar de momentos de felicidade

* Estar atento ao que acontece em seu cotidiano e na forma como se relaciona consigo mesmo e com as outras pessoa

* Praticar a autocompaixão: devemos nos tratar tão bem quanto queremos tratar as outras pessoas.

* Manter um diário de gratidão: Toda noite, antes de dormir, pense em tudo de bom que aconteceu neste dia. Selecione as 3 principais e reflita sobre qual foi a sua participação ou como você contribuiu para que ela acontecesse. Sinta e agradeça cada uma delas. Você pode também manter um diário para registrar estes momentos e ser grata por eles.

Namastê!

VOCÊ JÁ TEVE UMA EXPERIÊNCIA DE PICO NA CORRIDA?

“Certa vez, numa cozinha, um gato observava um passarinho. Ele está alerta, mas não se esforça, apenas caminha em direção ao passarinho, só observando. Ele não pensa na hora de dar o bote. A mente dele está silenciosa e concentrada na presa. Nenhum pensamento passa pela mente do gato, nenhum julgamento. Quando o pássaro voa, ele salta e intercepta seu jantar. Essa foi uma ação inconsciente, executada com perfeição. Nenhum elogio. Só a recompensa de ter o pássaro na boca.”

Agora, vamos trazer isso pra corrida: quando você acha que temos essa espontaneidade do gato?

Os grandes resultados na nossa vida só aparecem quando a mente esta tranquila e silenciosa. Esses momentos são conhecidos como experiências de pico, segundo a psicologia humanista do Dr Maslow. Quando ele pesquisou características comuns de pessoas que vivenciaram experiências desse tipo, ele reportou o seguinte: “Ele sente corpo e mente mais integrados, sente-se único, é uma experiência sem ego porque a mente esta tranquila, está no ritmo certo, sem esforço exaustivo, livre de bloqueios, medos, inibições, é o aqui e o agora que importa.”

Tente se lembrar de experiências de pico que você tenha tido. É muito provável que você concorde com essas frases. Durante uma experiência dessas, a mente não age como uma entidade separada, dando instruções sobre o que você deve fazer e julgando o que você fez. Ela fica quieta e a corrida flui.

Correr uma prova inteira em experiência de pico, ou flow, é o que todo corredor busca. Nada de diálogos internos, nada de brigas entre você e você mesmo, apenas você e a corrida.

Passei por duas experiências de pico na minha vida inteira como corredora. Então percebam que não é algo fácil de atingir.

Uma delas, foi na Athenas, em abril desse ano, numa prova de 12km. Estava bem preparada física e mentalmente, confiante, prestando atenção apenas à minha respiração. Tinha uma estratégia bem definida e sabia que só precisava olhar no relógio a cada 4km ( pois dividi a prova em 3 x 4km). Treinei muito para perceber a velocidade através da respiração, então não tinha externo que pudesse tirar meu foco aquele dia.

Fiz a prova inteira completamente em transe. Transe este que só acabou a 500m da chegada, quando vi meu treinador gritando feito doido pra eu apertar a velocidade!

E aí entra e resposta para a pergunta que fiz no começo: a nossa espontaneidade, como a do gato, entra em ação em momentos como a chegada, no fim da prova.

Nessa hora, a adrenalina e a vontade de chegar para coroar um objetivo, fazem com que tenhamos a ação antes de planejar, e isso tira a nossa capacidade de raciocinar. E aí, o melhor pace aparece, a melhor técnica, a passada fica perfeita. Por que? Porque você não pensa! E o fato de não pensar e sair tudo perfeito por exemplo, no fim de uma prova, faz com que as pessoas achem que isso é sorte. Mas não é.

Como explicar depois de correr 20 km, fazer o melhor km da sua prova no final? Não podemos creditar isso à sorte. Isso se deve à repetição de execuções bem sucedidas nos treinos. Quando você repete uma coisa e fica bom nela, o que acontece com a sua confiança? Ela aumenta! Para qualquer coisa na vida!

Então em resumo: pra aumentar a eficácia da corrida, é preciso acalmar a mente e ter foco em uma coisa só. E silenciar a mente significa evitar pensar, calcular, julgar, ter medo… A mente tranquila, quando está no aqui e no agora provoca uma unidade entre as duas “pessoas” que brigam dentro de você durante uma prova ou um treino mais desafiador.

E o objetivo de trabalhar a mente (tanto na Conversa de Coaching quanto no processo de Coaching Esportivo) para a corrida é aumentar a frequência e a duração desses momentos, até que um dia, você consiga fazer uma prova inteira nesse estado!

Bons km’s!!

Déborah Aquino
Positive Coach e Escritora do livro Num Piscar de Olhos
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E O PENSAMENTO INTRUSO DURANTE A MEDITAÇÃO? O QUE FAZER COM ELE?

Muitas pessoas reclamam da falta de concentração para meditar. Já ouvi dizer que aparecem os mais variados tipos de pensamento, nas mais variadas velocidades e muitas inquietações.

Essa dificuldade de autodomínio é comum durante a prática meditativa. Os pensamentos que surgem, normalmente estão relacionados à vida cotidiana, ao que realizamos ou vamos ainda realizar. Sensações de ansiedade, frio, sonolência, calor, também são normais. A verdade é que, quando nos aquietamos pelo relaxamento, o corpo, acostumado ao “barulho”, parece reclamar, respondendo dessa forma.

E o que devo fazer quando isso acontece?

Com relação aos pensamentos intrusos ao objetivo da meditação, devemos evitar lutar contra eles ou mesmo negá-los, pois se assim o fizermos, eles ganharão mais força. Devemos apenas observá-los e voltar ao objetivo da meditação.

Existe uma história que ilustra bem isso:

Certa vez, um grande mestre oriental foi procurado por um de seus discípulos, que lhe confidenciou ter dificuldade em meditar, pois todas as vezes que se colocava em meditação, surgiam dezenas de pensamentos que lhe desviavam a atenção do objetivo dela. Eram pensamentos de todos os tipos, menos o que ele desejava. O mestre lhe respondeu que não havia problema algum em se pensar em outras coisas, exceto em macacos. O discípulo estranhou a recomendação: Posso pensar em tudo menos em macacos. Isso está muito estranho. Mas como ele sabia que seu mestre era muito sábio, foi-se então, e começou a praticar a sua orientação.

Quinze dias depois, o discípulo volta a conversar com o mestre, dizendo não ter jeito para meditar, pois durante os quinze dias, toda vez que ia meditar, lembrava-se da orientação do mestre – não pensar em macacos, mas insistentemente, só pensava em macacos.

Então o mestre lhe disse:

-Aprendeu a lição?

– Que lição? Não entendi.

– Todas as vezes que nos dispusermos a lutar contra um pensamento, a proibi-lo e negá-lo, ele se tornará mais forte e insistente. Para nos libertarmos dos pensamentos inquietantes, é necessário dominá-los de uma forma suave, observando seu fluxo, permitindo que ele se expresse, voltando ao pensamento que desejamos. Só assim conseguiremos adequar nossa mente aos objetivos da meditação.

A repetição da prática meditativa criará um novo condicionamento mental, de modo que a mente permanecerá firme nas metas que lhe forem apresentadas.

O segredo, então, está na repetição! Vamos tentar?

Déborah Aquino
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POR QUE MEDITAR?

A resposta é simples, para desfrutar da verdadeira felicidade.

Todos nós sabemos o que é sentir-se feliz. Já sentimos isso várias vezes. O problema é que invariavelmente esse sentimento de felicidade não dura, acaba desaparecendo. Quantas vezes não desejamos obter algo acreditando que aquilo traria a verdadeira felicidade. Obtendo aquilo que desejamos, o sentimento de felicidade pode ser extremamente intenso e recompensador, mas passado algum tempo já não sentimos mais a mesma coisa e até começamos a ver defeitos naquilo que antes parecia completamente perfeito. A nossa reação, regra geral, é colocar defeito no objeto. Ou seja, se aquilo que obtivemos não trouxe a felicidade completa e duradoura é porque não encontramos a coisa certa e assim saímos em busca de alguma outra coisa que seja perfeita e duradoura. E assim seguimos na nossa busca sem fim.

Mas há uma felicidade que é perfeita e duradoura, que não desaparece e que não depende das circunstâncias. A verdadeira felicidade está no interior, nas nossas próprias mentes, não pode ser encontrada no mundo, lá fora. Essa felicidade não é egoísta pois não precisa tomar nada de ninguém e não causa nenhum tipo de dano a ninguém, pois se a nossa felicidade tiver que depender de tomar algo de outras pessoas ou do sofrimento de outras pessoas, elas de alguma forma irão dar um fim nisso. A felicidade que vem do interior não precisa ter um fim e não precisa tomar nada de ninguém, sendo portanto um ato de sabedoria e um ato de compaixão. Para encontrá-la, o único método possível é a meditação.

A meditação é como uma expedição exploratória no interior das nossas mentes. Um processo investigatório que tem dois objetivos: o primeiro é entender como a mente funciona e o segundo é treiná-la.

Entender como a mente funciona significa compreender porque em determinadas situações acabamos agindo ou dizendo coisas que acabam ferindo até mesmo pessoas que queremos muito bem e a nós mesmos. Coisas das quais acabamos nos arrependendo mais tarde; ou porque as coisas que obtemos e que nos trazem tanta felicidade, passado algum tempo perdem valor.

Treinar a mente significa deixar de lado aqueles hábitos mentais que acabam produzindo uma felicidade apenas temporária, que prejudicam os outros e a nós mesmos, e que nos afastam da verdadeira felicidade. Além disso, treinar a mente significa cultivar, desenvolver, aqueles hábitos que irão beneficiar os outros e a nós mesmos e que conduzem à verdadeira felicidade.

O objetivo da meditação não é curar um determinado mal-estar emocional que a pessoa possa estar sentindo, mas sim atacar o problema na sua raiz eliminando as causas que dão origem a todos os tipos de mal-estar mental e que impedem a verdadeira felicidade.

Déborah Aquino
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VOCÊ SABE O QUE É P S A R?

Imagine que você está passeando com um amigo em um shopping, e de repente você avista um outro colega que não encontra há algum tempo, com uma nova namorada. Este colega não cumprimenta vocês, mesmo quando passa ao seu lado.

Diante dessa situação, você pensa que seu antigo amigo o ignorou e não o cumprimentou porque estava com uma namorada nova, e não queria perder tempo falando com você (PENSAMENTO). Então você sente raiva e fica muito nervoso (SENTIMENTO/EMOÇÃO), o que o leva a xingar a pessoa, e querer ir embora do shopping (COMPORTAMENTO).

Enquanto isso, o amigo (a) que foi com você ao shopping encarou a mesma situação de uma outra forma, pois ele (a) pensou que o antigo colega não cumprimentou vocês simplesmente porque estava distraído e passeando com a nova namorada (PENSAMENTO), e ficou feliz por pensar que o amigo estaria apaixonado e “tomando juízo” na vida (SENTIMENTO/EMOÇÃO). Desta forma, sentiu-se bem e optou por continuar seu passeio tranquilamente pelo shopping (COMPORTAMENTO).

Perceberam a diferença da reação de duas pessoas frente à mesma situação? Enquanto o pensamento de uma acabou por estragar seu passeio, a forma como outra pessoa pensou e encarou a situação não o abalou, e pelo contrário, o fez sentir-se feliz por saber que o amigo estava apaixonado.

Uma terceira pessoa ainda poderia pensar que o amigo não lembrava dele, sentir-se frustrado e chorar. Outra pessoa poderia ainda imaginar que o amigo simplesmente não o viu, e sentir-se ansioso, e ir até o amigo conversar com ele.

Passamos por situações assim todos os dias nas nossas vidas. E perceba que a sua ação em absolutamente todas as ocasiões começa a partir de um pensamento.

“Existe uma forma de controlar os meus pensamentos?”

Não, mas existem formas de você aprender a ampliar as formas de ver uma determinada situação e procurar alternativas e estratégias diferentes para resolver os problemas, buscando obter o maior nível de satisfação e o menor sofrimento possível.

Você sempre pode saber se a vibração que você está emitindo é positiva ou negativa, identificando o sentimento que experimenta naquele exato momento. E você pode reprogramar sua vibração, fazendo-a passar de negativa para positiva, pela simples escolha de palavras e pensamentos diferentes.

Então, ao ter aquele sentimento ruim proveniente de um pensamento, tente olhar a situação com outros olhos. Você só consegue emitir uma vibração por vez para cada situação; portanto quando suas palavras se modificam, consequentemente o pensamento modifica também, gerando uma cadeia que vai resultar em outro padrão de sentimentos e atitudes. A essa cadeia damos o nome de P (pensamento) > S (sentimento) > A (ação) = R (resultado).

A reflexão que fica para você é: com o que você tem alimentado seus pensamentos?

Déborah Aquino
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FAZER TUDO POR ALGUÉM É UMA PROVA DE AMOR?

Se você se torna muito disponível na relação, acreditando que para ser amado, tem que agradar o tempo todo, repense sua atitude. Não barganhe o amor alheio fazendo coisas que não gostaria de fazer, sendo quem você não gostaria de ser.

A disponibilidade excessiva em qualquer relação, é o caminho da submissão, da cobrança e da mágoa.

Se você oferece demais, espera muito; acaba indo além dos seus limites, exigindo muito de você mesmo e do outro. E assim, você desequilibra os seus relacionamentos.

Fazer tudo para quem você ama não é uma prova de amor, mas de controle e medo de perder, porque você acredita que quanto mais faz, mais “prende” a pessoa a você.

Quando você estraga seus relacionamentos com disponibilidade excessiva, poderá ser manipulado, decepcionado e ignorado, incentivando quem você ama, à acomodação e ausência de limites.

Amar é doação recíproca, é força que não controla, é energia que estimula o retorno da melhor parte de quem você ama, que volta espontaneamente em forma de carinho, atenção e atitudes luminosas.

Se você realmente ama, apenas cuide do seu amor. Simples assim!

Déborah Aquino
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VOCÊ CONHECE A SÍNDROME DA ANGELITUDE?

Nos dias de hoje, uma das situações mais desafiadoras que temos nos processos de coaching, é aproximar o ser humano dele mesmo. Pode parecer ambíguo, mas não é!

Talvez pelo movimento das redes sociais, onde as pessoas postam apenas a “vida perfeita e feliz”, o ser humano em geral esteja com aquela sensação de que precisa ser perfeito para ser aceito. Tem que viver na perfeição angelical, porque senão está fora dos padrões da sociedade.

Sempre proponho nos processos de coaching, pequenas ações diárias que façam o coachee encarar de frente a sua consciência e tornar-se grande diante dela. Encarar a consciência, significa ser coerente entre o que se diz e o que se faz. Não adianta fazer caridade material e xingar pessoas no trânsito. Não adianta ter um ar fraterno por trás de um perfil de rede social e no trabalho tratar um subordinado com grosserias. Essas incoerências nos fazem ficar bem distantes de seres angelicais.

Então, gostaria de propor algumas pequenas atitudes que vão te levar de encontro ao ser humano que você realmente é:

  • Pague suas contas com alegria sem reclamar dos gastos que tem.
  • Procure indenizar a pessoa dona do carro que você esbarrou no estacionamento e ninguém viu. O que importa é que você sabe o que é certo fazer.
  • Pare de falar mal  algum colega de trabalho que não faz a entrega que você espera. Talvez ele esteja fazendo tudo que está ao seu alcance.
  • Cuide do seu lixo com cuidado e atenção, administre sua bagunça após usar qualquer ambiente.
  • Quando você não souber nada sobre algo que te perguntaram, seja humilde e diga: “não sei!”
  • Aceite que a grama do vizinho pode sim, ser mais bonita, mas que você só tem que cuidar da sua.
  • Tome banho no tempo necessário sem desperdiçar água.
  • Se o que você vai falar não vai ajudar a quem vai ouvir, pratique o silêncio.

Poderia enumerar mais diversas pequenas ações que vão te fazer grande diante da sua consciência, mas vou deixar como exercício para você. Complete essa lista com ações que estão ao seu alcance e que são passíveis de serem realizadas.

Lembre-se que, mesmo no sentido figurado, os anjos já foram pessoas como nós e aprenderam a fazer o melhor nas pequenas coisas. Para ser anjo, primeiro você tem que simplesmente ser gente. Que tal fazer bem feito o papel de ser humano, que é o que nos compete?

Déborah Aquino
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Carta de gratidão

Quem é mais velho sabe a alegria que é receber uma carta escrita à mão. Bem diferente dessa nova época digital, onde os emails e whats app dominam, há alguns anos atrás, a comunicação primordial era por carta ou telefone.

E, sinceramente, não tem nada mais gostoso do que receber uma carta escrita à mão. Não só pelo fato de ser escrita, mas pelo tempo que levou para a pessoa escolher um papel ( antigamente os papeis de carta eram febre!), para sentar e escrever, ou mesmo para fazer o rascunho e depois passar a limpo. Carta escrita remete à saudade, notícias, novidade, e tem ainda aquele “quê” de romantismo.

Por isso, o nosso desafio da semana é voltar àquela época e mandar algumas cartas escritas à mão. Mas não é uma simples carta para contar uma notícia. O desafio é escolher algumas pessoas que tenham feito por você algo muito importante e significativo e escrever para elas agradecendo.

A gratidão é um sentimento que normalmente não verbalizamos, não externalizamos para  a pessoa que nos fez algo relevante.Então esse é o objetivo da carta da gratidão.

Estudos da psicologia positiva comprovam como o exercício da carta da  gratidão pode afetar o nível de felicidade do ser humano. Foi constatado que é uma das ferramentas mais poderosas para aumentar o nível de felicidade, e, mais importante, é uma das que mantém o nível de felicidade elevado por mais tempo.

E como vamos fazer?

  1. Tire um tempo para você, num lugar calmo, onde você tenha certeza que não será incomodado. Feche os olhos e faça uma retrospectiva de fatos importantes e marcantes da sua vida. Quem eram as pessoas que estavam presentes nesses fatos? Quem foram aquelas que fizeram algo realmente relevante e que fez a diferença naquele momento da sua vida? Quando você pensa nessas pessoas você tem um sentimento de gratidão? Anote o nome dessas pessoas.
  2. Agora, pegue um papel e uma caneta e aproveite esse momento de lembranças, onde você resgatou esse sentimento de gratidão, e comece a escrever para cada uma dessas pessoas. Exponha seu sentimento, sua gratidão, diga a ela porque ela fez diferença na sua vida, concentre-se no SENTIMENTO.
  3. Depois da carta escrita, peça o endereço dela e coloque no correio.
  4. Depois disso, sinta, apenas sinta a forma como essa ação te deixou e permita que a outra pessoa também expresse os sentimentos dela, se ela quiser.

A ideia não é escrever pensando em receber algo em troca. A ideia é escrever para que você possa se nutrir desse sentimento tão maravilhoso que é expressar a gratidão por alguém.

Quem vem com a Escola nesse desafio? Contem para nós nos comentários como foi fazer esse exercício tão poderoso!

 

Déborah Aquino
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Cocaína e açúcar: qualquer semelhança não é mera coincidência

Quando terminei meu tratamento de câncer de mama em 2014, começaram os exames de controle. Eu nunca tinha lido muito sobre o Pet CT, só sabia que ele mostra locais onde existem áreas de células com alto turn over, ou seja, locais onde haja células em rápida proliferação. Para mostrar essas áreas, é injetada uma substância chamada 2-[F18]-fluoro-2-deoxi-glicose, onde o Flúor é o elemento radioativo e a glicose o composto químico.

Uma pequena quantidade deste açúcar radioativo é injetada no paciente e, após um período de captação, são realizadas as imagens. O PET scan capta os sinais de radiação emitidos pelo Flúor-18 transformando-os em imagens e determinando assim os locais onde há presença deste açúcar, demonstrando o metabolismo da glicose. O metabolismo da glicose é importante, pois a grande maioria das células tumorais apresenta utilização acentuada de glicose como fonte de energia, em comparação com as células normais. (Fonte: Pubmed)
A dieta pré-exame corta todo tipo de carboidrato, pra evitar grande quantidade de glicose circulante. Quando li tudo isso no Pubmed ( tenho esse “péssimo” hábito de adorar ler artigos desde a Faculdade ), fiquei bem assustada. Eu já tinha lido o livro Anti Câncer ( que super recomendo) e lá, o médico que é o autor do livro, diz que uma dieta anti câncer é uma dieta pobre em carboidratos, justamente pelo fato das células tumorais se “alimentarem” de açúcar. Então, resolvi começar a procurar artigos a respeito. O que eu descobri, e isso é uma triste realidade, é que, lá fora, esse conhecimento já está bem enraizado, enquanto que aqui no Brasil está apenas engatinhando. Os oncologistas não falam muito sobre essa questão da alimentação, muito pelo contrário. Vejo muitos falando para os pacientes que é vida normal.

Desde a época da quimioterapia, eu, que nunca fui fã de doces, comecei a ter uma verdadeira compulsão por todo tipo de doce, mas em especial brigadeiro e doce de leite. Eu não sei se já aconteceu com quem passou pelo tratamento, mas essa cena que vou descrever abaixo, acontecia todo santo dia durante as minhas quimios com o Taxol, as chamadas quimios brancas.

“Duas da manhã. Eu abro o olho e só consigo pensar numa panela de brigadeiro ou num pote de doce de leite com queijo. Sento, bebo água e penso: “Deixa de ser doida. Você não precisa comer isso.” Deitava e não conseguia mais dormir. Depois de uns 20 minutos pensando, pensando, eu levanto devagarinho, pego meu livro que está na cabeceira, fecho a porta do quarto, do corredor, da cozinha, e como uma ‘ladra’, vou pra cozinha, abro o armário, pego uma lata de leite moça escondida lá no fundo por mim mesma (kkkk), pego o Nescau e o desespero é tão grande que faço um pote enorme no micro mesmo. Sento na sala, começo a ler meu livro e comer o negócio quente mesmo. Tão quente que queimava a boca. Depois de um prato, eu me sinto calma, aliviada, sentindo um prazer quase inebriante de comer aquele brigadeiro. Escovo os dentes, volto pra cama e durmo como um anjo.”
Perdi a conta de quantas vezes isso aconteceu durante a quimioterapia e depois, quando comecei o Tamoxifeno. O que mais me irritava é que eu não conseguia descobrir a minha relação com o maldito brigadeiro e por isso, não conseguia me controlar, mesmo sabendo que isso estava me fazendo mal! Mas a ciência explica! E em MUITOS artigos!

Em 2001,os neurocientistas Nicole Avena, agora na Universidade da Flórida, em Gainesville, e Bartley Hoebel, da Universidade de Princeton, começaram a explorar a ideia de se ter uma base biológica. Eles começaram a procurar sinais de vício em animais que eram alimentados com junk food. O açúcar é um ingrediente chave na maioria de junk food, por isso eles ofereceram um xarope da substância a ratos, de concentração similar ao do açúcar presente em um refrigerante comum, por cerca de 12 horas por dia. Ao mesmo tempo, outros ratos eram alimentados com água e comida normal.

Depois de apenas um mês nessa dieta, os ratos desenvolveram mudanças de comportamento no cérebro, identificadas por Avena e Hoebel como idênticas às dos animais viciados em morfina. Eles ainda mostraram um comportamento ansioso quando a calda foi removida.

Os pesquisadores notaram que os cérebros dos ratos liberavam o neurotransmissor dopamina cada vez que tomavam a solução de açúcar, mesmo depois de terem bebido por semanas. A dopamina conduz a busca do prazer –seja comida, drogas ou sexo. É um produto químico do cérebro vital para a aprendizagem, memória e tomada de decisão. “Eu esperava que ela fosse liberada quando eles comessem um alimento novo”, afirma Avena, “não com o que eles já estavam habituados”. Essa é uma das marcas da dependência de drogas. A evidência encontrada foi a primeira concreta de uma base biológica para a dependência do açúcar que inspirou uma série de estudos com animais.

Os resultados estão entre as novidades mais interessantes em pesquisas de obesidade dos últimos 20 anos, de acordo com Mark Gold, autoridade internacional em estudos sobre alcoolismo e chefe do departamento de psiquiatria da Universidade de Medicina da Flórida.

Desde o estudo de Avena e Hoebel, dezenas de outras pesquisas em animais confirmaram os resultados. Mas foram os recentes estudos em humanos os responsáveis pelas evidências em favor da rotulagem de junk food como um vício.

O vício é comumente descrito como um entorpecente dos circuitos de recompensa desencadeado pelo uso excessivo de alguma droga. Isto é exatamente o que acontece no cérebro de indivíduos obesos, segundo Gene-Jack Wang, presidente do departamento médico do US Department of Energy’s Brookhaven National Laboratory, em Upton, Nova York. Em outro estudo publicado em 2001 no periódico “The Lancet”, ele descobriu uma deficiência de dopamina no estriado do cérebro de indivíduos obesos que era praticamente idêntico ao dos dependentes de drogas.

Em outros estudos, Eric Stice, neurocientista do Instituto de Pesquisa do Oregon, descobriu que adolescente magros com pais gordos tinham um surto de dopamina mais forte ao receber uma dose de milk-shake do que os filhos de pais magros. “Há pessoas para quem comer é mais orgásmico”, diz Stice. Quando essas pessoas comem demais, o sistema de recompensa se amortece, tornando a comida menos satisfatória e as motivando a comer mais para compensar – exatamente como acontece com os alcoolatras, por exemplo.

Então aquela história de: “vou comer uma panela de brigadeiro hoje, porque é meu dia de lixo” ou “vou comer só um pedacinho”, é uma grande farsa. Farsa porque você está se enganando e falo isso de cadeira.Na verdade, você nada mais está do que alimentando um vício. E se você não pode por uma colher na boca que acaba se descontrolando, isso é como um viciado em drogas ou em álcool. Não estou dizendo que devamos ser radicais ao extremo, mas tantas pesquisas falando a mesma coisa mais um exame que usa glicose para detectar células tumorais, nos fazem parar pra pensar um pouco sobre os malefícios do açúcar nas nossas vidas, vocês não acham?

 

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Síndrome de Hardy

Com certeza, quem é da década de 80 vai se lembrar do Hardy, aquela “simpática e feliz” hiena que vivia em companhia de Lippy, o leão mais otimista do planeta!

O chavão usado por Hardy “Oh vida, oh céus, oh azar”, não ficou só nos desenhos animados daquela década. A síndrome de Hardy não está catalogada na OMS, mas deveria, porque acomete milhares de pessoas nos dias de hoje.

Com certeza você deve conhecer alguém com a Síndrome de Hardy. Essas pessoas são extremamente negativas, vivem reclamando de absolutamente tudo, não conseguem ver as coisas pela metade do copo cheio, o prognóstico para tudo é sempre sombrio.

Sabe aquela pessoa cujo chefe pede pra fazer alguma coisa e ela diz : “por que sempre ele me pede o mais difícil?” Que se um café derruba na camisa, diz “Claro que isso tinha que acontecer comigo!” Ou que se está sozinho em casa é por que ninguém quer ficar com ele? Estamos falando de um Hardiano.

Perguntas e observações do tipo “ninguém me ajuda”, “o que é que eu faço”, “por que comigo”, “não tenho sorte”, “ninguém me ama”, “pra mim sobra só o serviço”, “ninguém me chama” e outras centenas de frases infelizes alimentam o ego dos portadores da síndrome de Hardy. “Deus o livre” se você recusar ajuda para eles. Na realidade, eles transferem ou pelo menos tentam transferir para você o rótulo de inimigo, como se a prática fosse sua.

E como lidar com essas pessoas? Você tem duas opções:

Embarcar na conversa e com isso baixa a sua vibração para harmonizar com a dela

ou

Quando você a ouvir dizer tudo o que ela não quer, pode simplesmente perguntar: ‘Então, o que você realmente quer?”

Quando o “Hardy” passar do que ele não quer para o que ele quer, as palavras mudam, os pensamentos mudam, e, consequentemente, a vibração também. Portanto, se você adotar o segundo caminho, além de não entrar na vibração negativa do Hardiano, você o ajuda a melhorar a dele.

Pessimismo e otimismo são estados de espírito. E estados de espírito são escolhas nossas. Podemos ser como a barata, que procura por coisas malcheirosas ou como a borboleta, que procura pela luz.

Ao encontrar um Hardy pela frente, lembre-se que ele também tem qualidades, e que, antes de ser uma “hiena”, é um ser humano que pode estar precisando da sua ajuda.

 

Déborah Aquino
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